A Ir. M. Petra conhecera o Movimento Apostólico de Schoenstatt ainda muito jovem e se encantara com o mesmo, a ponto de querer conhecer o Fundador daquela Obra tão grandiosa, e, não mediu esforços, indo até os Estados Unidos país do exílio, na cidade de Milwaukee (20-10-1951 ele partia para o exílio, ficando até 1965, passou o Natal desse ano com a Familia em Schoenstatt) conhecer o Pai Fundador, Padre José Kentenich. A Ir. M. Petra, é o testemunho vivo do Pai Fundador. Aos 14 anos a Irmã passou a fazer parte da Juventude Feminina de Schoenstatt. Quando foi para os Estados Unidos, já estava na faculdade. Ela achava o Movimento tão lindo, a Mãe tão linda, que a motivou a fazer a viagem. Planejou passar seis semanas, contudo, acabou passando três belíssimos anos de convivência com aquele homem extraordinário - O Fundador de Schoenstatt! A Ir. M. Petra queria conhecer de perto o instrumento que Deus escolhera para fundar o Movimento Apostólico de Schoenstatt, ela queria saber sobre a Aliança de Amor com Maria, sobre o Santuário, a Estrutura do Movimento, o Sistema Pedagógico e sua Espiritualidade.
Ir. Petra contou-nos do tempo de exílio do nosso Pai e Fundador:
SOFRIMENTO X CRUZ
Assim dissera Ir. M. Petra: “- Padre Kentenich, levava sua cruz com alegria. No exílio durante 14 anos, foram anos muito difíceis. Foram a sua Via Sacra. O Padre JK durante o exílio nunca expressava a sua dor. Nunca dizia que estava sofrendo. Eu estava ali, mas, não sabia que ele estava sofrendo. Estive com ele três anos. O Padre nunca estava triste ou irritado. Sempre equilibrado. Ele sofria tanto e não demonstrava”.
Eu dizia: - “Padre por que esconde a sua dor?” (era uma pergunta muito indiscreta)
Pe. JK: _”Porque simplesmente ela é minha. Deus me deu a cruz e não a você. E se eu disser, você também vai sofrer. Deus não quer isso”. O Padre Kentenich era dono de si mesmo. Ele dizia: _ “As pessoas chegam com as queixas. As queixas não levam a nada”. Em Schoenstatt tem algo muito importante: CAPITAL DE GRAÇAS. Você deve entregar tudo e não ficar se queixando. Deus sabe o que cada um de seus filhos precisa. Devemos oferecer à Mãe como contribuições ao Capital de Graças, nossos sofrimentos, nossas aflições, tudo, tudo, mesmo.
Em outro momento ele dissera: “Jejuar não. Você, é muito jovem. Estude mais e vou lhe dar um conselho: não se queixe nunca”.
O Padre via a Cruz como um presente de Deus para redimir os seus filhos. Ele dizia: “Eu tenho que ajudar a Cristo e por isso através da cruz ajudo na minha redenção e na redenção de minha família”. Ele se alegrava muito porque havia muitos filhos, que o ajudava também.
“Meu sofrimento, dizia Pe. Kentenich, é para o Capital de Graças, para que a minha família receba muitas bênçãos. Eu tenho que ser alegre porque se fico triste, meus filhos ficam tristes também. Eu como Pai de minha família, quero ser para ela como um pára - raio. E tudo coloco no Capital de Graças”.
Ir. Petra transmitiu-nos alguns pensamentos da visão que o Pe. Kenteniich tem sobre a Mulher. Ela dize-nos:
“O Padre José Kentenich educou-me para ser uma pequena Maria: Frente a Deus, muito humilde e frente ao mundo, uma mulher exemplar: forte e madura.... A mulher é para servir às outras pessoas a partir da nobreza do seu coração, não como escrava, não por obrigação.”
A Ir. M. Petra nos encantou com a sua simplicidade, alegria, dinamismo, força (ficou duas horas em pé, fazendo a palestra), um par de olhos azuis que mais lembravam pedras preciosas e uma juventude aos seus 78 anos de idade que revelaram para cada um de nós, que ser Pequena Maria, é possível. E todos nós vibramos, porque a Providência Divina, pela intercessão de nossa querida Mãe e Rainha nos presenteou com a sua visita, no jubileu dos 10 anos do nosso Santuário Tabor Matris Salvatoris.
“Nos cum prole pia, benedicat Virgo Maria”!
Sr. António dá seu testemunho:
Ele diz: escrevi o quanto pude das palavras da ir. Petra e gostaria de partilhar um dos parágrafos que tanto me impressiou - sobre o nosso querido fundador Pe. Kentenich - com muitas pessoas que não puderam participar deste momento tão importante. É o seguinte:
“Tudo o que aprendemos em Schoenstatt – na fé, oração, aliança, ser instrumento.. podemos ter a certeza que, antes do nosso Pai e Fundador anunciar as exigências às comunidades, ele as vivia. Ele é Schoenstatt vivo!
Nós quando o aceitamos como Pai, ele é o nosso Pai por todo o tempo; não temos outro; ele é o fundador! Se quisermos crescer temos que procurar os 3 pontos de contato. Eles estão vivos!
Proclamamos a Mãe por onde andamos
Levamos o santuário por onde vamos;
Também o Pai, se ele se mantém vivo, seremos fecundos!
Não pode ser buscado no livro – pg. Tal até tal; mas deve viver na nossa vida, em minha família, porque ele é nosso Pai e Fundador. Temos um só Pai, um Pai e Fundador!
Os Padres, as Irmãs, .. todos somos filhos!Agora digam-me como o vêem vocês? Perguntava a Ir. Petra.
Se Deus deu Schoenstatt, é para sempre! O Fundador é também para sempre!
Ex.: luz, tomada – pontos de contato – se um fio se funde não haverá luz! Não acontecerá o mesmo com Schoenstatt?”
Sra. Inalva Aleixo, escreve:
“Tive a graça de participar de uma palestra com a Ir. Petra, a Alemã que conviveu pessoalmente com nosso Pai fundador, nos Estados Unidos... Ah!!! como foi lindo e importante tudo o que ela falou sobre ele. Acrescentou mais ainda meus conhecimentos sobre o nosso querido Fundador e ainda mais o meu amor por ele.
Fiquei tão emocionada que por alguns instantes chorei, parece-me que é um misto de saudade e de profundo amor, admiração que tenho em meu coração por ele, meu Deus! Que Padre rico de sabedoria, espiritualidade
e tudo mais que merece mesmo ser santo.”