
Sandra Lezcano/mkf - Roma |
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A Bênção do Papa para a Peregrina Original |
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A minha missão era conseguir que o Papa benzesse a Peregrina Original. Nem se imagina, hoje em dia, que levar uma imagem da Peregrina para ser abençoada em Roma ou em qualquer outra Igreja do mundo teria algum problema. Mas, o Padre Carlos Cox, Padre de Schoenstatt chileno, nos conta o que viveu junto com o Padre Rubens e o Sr. João Pozzobon, para que a Peregrina Original fosse abençoada pelo Papa João Paulo II. Foi em julho de 1979, durante as férias do Pe. Carlos Cox, em Roma, quando ele era ainda seminarista. Comunicaram-lhe que o Sr. João Pozzobon, iniciador da Campanha da Mãe Peregrina, iria para Roma, com a missão de conseguir a bênção do Papa para a Peregrina Original. Padre Carlos Cox nos relata: Realmente, era uma tarefa quase impossível, já que eu era ainda um seminarista, que praticamente não conhecia Roma, e nem tinha contatos especiais para isso. As Irmãs de Maria (que atuam no Vaticano) estavam de férias, não havia ali os sacerdotes diocesanos e nem os Padres de Schoenstatt. |
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Fui buscar o Padre Rubens e o Sr. João no aeroporto. Ficamos onde eu estava hospedado, uma comunidade religiosa perto da Praça Navona. Começamos a visitar os lugares mais importantes. Graças a Deus, sendo o Padre Rubens sacerdote, pudemos participar em muitas santas missas, em lugares históricos: Basílica de São Pedro, São Paulo fora dos muros, San Salvatore in Onda, no Colégio Pío brasileiro... Também visitamos as casas de alguns Padres Pallotinos, próximas dali. |
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Procurei lhes explicar que era uma pessoa especial… Aqui, nosso modo de ser latino nos ajudou: quando as pessoas se ajoelharam para receber a bênção, o Padre Rubens foi para a frente, até as barreiras. Eu e o Sr. João Pozzobon o seguimos. Chegamos até as barreiras de proteção e estávamos no lado direito – o Santo Padre saia pelo lado esquerdo. Entre essas barreiras há uns quinze ou vinte metros de distância! Nós dizíamos algumas coisas para o Papa, do outro lado: “Aqui está a Peregrina”, “Venha abençoá-la”. O Sr. João Pozzobon estava sempre tranqüilo. |
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O Santo Padre estava praticamente indo embora e nós ficamos muito decepcionados. Então, um guarda deu a volta, cruzou a barreira de proteção, para nos perguntar o que queríamos. Dissemos a ele, numa mescla de italiano, castelhano e português, que queríamos que o Papa benzesse a Mãe Peregrina e como essa bênção era importante para a Campanha. O segurança nos disse que só o Padre Rubens ou o Sr. João Pozzobon poderia passar com a imagem. Sem vacilar um segundo, o Sr. João decidiu que seria o Padre Rubens quem passaria com a imagem, e ele e eu ficamos. “Foi ela quem se preocupou” Quando terminou tudo, nós saímos. Estávamos felizes, mas, dentro de mim havia algo. Fomos ao centro da Praça de São Pedro, rezamos e agradecemos a Mãe pelo que havíamos conseguido, nesse dia 25 de julho. Realmente, o que mais me recordo é que foi um presente muito grande. Humanamente, não havia nenhuma possibilidade que o Papa abençoasse a Mãe Peregrina, sem a ajuda desse guarda muito gentil, que depois voltei a encontrar no Chile, na ocasião da visita do Papa. Isso é um pouco da história da bênção da imagem. Chamou a atenção a constante tranqüilidade e a serenidade do Sr. João Pozzobon. Mostrou ser um autêntico instrumento, um pequeno burrinho, como ele dizia. O importante era que a Peregrina Original tinha recebido a bênção do Papa João Paulo II para toda a Campanha e para tudo o que aconteceria no futuro.
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