
Numa outra tonalidade aparece o ideal da 'altera Maria' nas comunidades das mães.
É a mãe que, em sua família e para sua família, seu esposo e seus filhos, quer tornar palpável algo de Maria como mãe e companheira, recebendo a força para isso da sua Íntima vinculação pessoal com Cristo e Maria e, mais profundamente, com Deus- Pai.
Ao ser a companheira e auxiliar de seu esposo, e ao vinculá-lo, por meio de si, mais seguramente a Deus, realiza ao mesmo tempo e de maneira profunda e real, o seu ser de companheira e auxiliar de Cristo, pois nele ela ama e serve a Cristo.
Seguindo o modelo de Maria, é a mãe que concebe, aceita e acolhe a vida, que traz a e dá à luz a vida, que nutre, guarda e cuida a vida, conduzindo-a ao pai. Ela prepara-a para sua missão e libera-a para cumprir a sua missão, mesmo quando este 'segundo parto' é mais doloroso do que o primeiro. É a mãe que acompanha e apóia, desinteressadamente, a vida no cumprimento da sua missão, consumindo-se e, por isso mesmo, realizando-se como mãe.
É a portadora e servidora de Cristo em sua família, sustentadora e garantia da fé e da vida divina em seus filhos e em seu esposo. Garante a autoridade paternal e justa na família, na Igreja, na sociedade e guarda, com isso, a alma da ordem natural e da liberdade.
Ela
se torna, silenciosamente, rainha maternal que vence os corações
dos seus com o poder suave e irresistível do amor desinteressado e
serviçal,alegrando-os e conduzindo-os a tudo que é bom e justo
aos olhos de Deus; a tudo que é a felicidade e a salvação
dos seus e, por isso mesmo, também a sua própria.